Aparição

História da Aparição de Nossa Senhora da Salette

Um camponês de Ablandins, Pedro Selme, está com o pastor adoentado. Desce a Corps, até a casa de seu amigo, o carroceiro Giraud, pedindo ao seu filho que lhe ajudasse durante uma semana.

Assim o Maximino (onze anos) vai a Ablandis, onde, no dia dezessete de setembro, conhece Melânia (quinze anos). No dia dezoito vão pastorear seus rebanhos no monte Planeau. Ao final do trabalho, decidem voltar a pastorear juntos no dia seguinte e no mesmo lugar.

No sábado, 19 de setembro de 1846, as crianças novamente estão no monte Pleneau, cada um com seu rebanho de quatro vacas, Maximino tinha também uma cabra e o cachorrinho Lulu. O Sol resplandecia sobre as pastagens.

Contrariamente a seu costume, as duas crianças se estendem sobre a relva... e adormecem. Bruscamente, Melânia acorda e sacode Maximino: "Maximino, Maximino, vem depressa, vamos ver nossas vacas... Não sei onde andam!". Encontrando as vacas, os dois pastores se tranquilizam. Melânia começa a descer e, de repente, vendo algo estranho grita: "Maximino, olha lá, aquele clarão!". Junto à pequena fonte, sobre um dos assentos de pedra... um globo de fogo. "É como se o sol tivesse caído lá".

Maximino se aproxima da Melânia e cheio de medo lhe diz: "Segura teu cajado, vai! Eu seguro o meu e lhe darei uma paulada se 'aquilo' nos fizer qualquer coisa". O clarão se mexe, se agita, gira sobre si mesmo. Aparece uma mulher, assentada, a cabeça entre as mãos, os cotovelos entre os joelhos, numa atitude de profunda beleza.

A Bela Senhora pôe-se de pé. Os dois não se mexiam. Ela lhe diz em francês: "Vinde, meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos contar uma grande novidade!". Então, as crianças descem até à Bela Senhora. Olham-na. Ela não para de chorar: "Achávamos que era uma mamãe cujos filhos a tivessem espancado e que teria se refugiado na montanha para chorar". A Bela Senhora é alta e toda de luz. Veste-se como as mulheres da região: vestido longo, um grande avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca de camponesa.

Rosas coroam sua cabeça, ladeiam o lenço e ornam seu calçado. Em sua fronte, a luz brilha como um diadema. Sobre os ombros carrega uma pesada corrente. Uma corrente mais leve prende sobre o peito um crucifixo resplandecente com um martelo de um lado e de outro uma torquês.

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